O que ver nos Museus Capitolinos de Roma
Os Museus Capitolinos são considerados o museu mais antigo do mundo. Localizadas no topo da bela colina do Campidoglio, datam de 1471. A origem desta coleção foi uma doação pelo Papa Sisto IV de um grupo de estátuas que carregavam um importante valor simbólico para a cidade de Roma. Na verdade, os museus sempre estiveram ligados à Cidade Eterna, já que a maioria das exposições vem de Roma.
Se você está interessado na arte e na história da Roma Antiga, você não pode perder os Musei Capitolini, parte vital de qualquer viagem a Roma para entender melhor como as ruas desta cidade eram decoradas. Aqui estão alguns dos destaques que irá encontrar durante a sua visita!
Como visitar os Museus Capitolinos
Piazza del Campidoglio, Roma
Os Museus Capitolinos estão localizados em uma localização privilegiada, nos laterais da Piazza del Campidogio. Desenhado por Michelangelo em 1538, é provavelmente uma das praças mais impressionantes que você pode encontrar em Roma.
A bela praça é flanqueada pelo Palazzo Nuovo e o Palazzo dei Conservatori, os quais abrigam a coleção dos Museus Capitolinos. Entre os dois edifícios estão o Palazzo Senatorio, sede da prefeitura romana, e bem no centro da praça há uma cópia da estátua equestre de Marco Aurélio; você pode encontrar o original dentro do museu.
Para obter o máximo de sua visita, recomendo reservar uma visita guiada. O tour de 3 horas dos Museus Capitolinos com GetYourGuide é uma opção fantástica para cobrir todos os pontos de interesse do museu.
Se você preferir visitar por conta própria, você também pode comprar ingressos sem fila pro Museus Capitolinos online e, na chegada, você só precisa escanear os tickets nas catracas sem ter que passar pela bilheteria ou fazer fila. Você também pode alugar um guia de vídeo em português por um custo adicional de 6€.
Os Museus Capitolinos abrem todos os dias das 9h30 às 19h30. Os preços para adultos são €15 ou €13 com desconto. Os ingressos darão acesso a toda a exposição em ambos prédios.
O que ver nos Museus Capitolinos
Pátio
Ao entrar no edifício, você chegará primeiro ao pátio, um espaço ao ar livre que contém importantes exemplos de escultura romana colossal, como os fragmentos de mármore de uma imponente estátua de Constantino, descoberta no Fórum Romano no século XV.
O pátio foi ampliado no século XVIII com a construção do pórtico na parede posterior para acomodar um grupo de esculturas de valor inestimável: a deusa Roma e os dois Prisioneiros Bárbaros da Coleção Cesi, adquiridos pelo Papa Clemente XI para o Museus Capitolinos.
Pátio dos Museus Capitolinos
Ripiano Scalone
A Escadaria Ripiano dá acesso às principais galerias dos Museus Capitolinos. Por volta de 1570, durante as obras da nova fachada do palazzo, foi construída a escadaria monumental que substituiu a escadaria externa do século XV.
Os dois grandes lances de escada estavam iluminados a partir do pequeno pátio aberto, que foi fechado no início do século XX.
As abóbadas do patamar foram decoradas por Lucy Luzi entre 1572 e 1575 com uma sofisticada decoração em estuque.
Salas de Horti Lamiani
Muitas das estátuas exibidas nos Museus Capitolinos foram escavadas nos antigos horti romanos, os jardins lindamente decorados dentro das casas romanas. A maioria das salas dentro dos Museus Capitolinos leva o nome desses antigos jardins romanos onde foram encontradas as estátuas em exibição.
No topo do palácio, você chegará às Salas Horti Lamiani, com o impressionante Busto de Cómodo como Hércules. Pode ser considerada uma das obras-primas mais famosas do retrato romano, retratando o imperador na forma de Hércules. Ele contém todos os símbolos que identificam Hércules: a pele de um leão na sua cabeça, o martelo em sua mão direita e as maçãs de ouro de Hespérides em sua mão esquerda.
Flanqueando o busto de Hércules estão duas esculturas representando uma salamandra marinha, conhecido como Torso de Tritão ou Centauro Marinho.
Busto de Cómodo como Hércules
Salas de Horti De Mecenas
Os Horti de Mecenas são os mais antigos encontrados nos jardins residenciais do Monte Esquilino.
As decorações esculpidas encontradas no interior mostram os interesses culturais do proprietário, com imagens de musas e retratos de ilustres letrados.
As peças mais famosas em exibição são a estátua de Herácles lutando, uma estátua de um cachorro feita de mármore verde e uma fonte em forma de taça.
Fonte em forma de taça
Marcus Aurelius Exedra
Esta moderna sala de vidro abriga o monumento equestre original dedicado ao Imperador Marco Aurélio, datado de 161-180 DC. Uma cópia do século XVI pode ser encontrada na Piazza del Campidoglio.
A estátua está relacionada ao triunfo de Marco Aurélio sobre os povos germânicos. Nesse período, as estátuas equestres estavam bastante difundidas em Roma: há escritos do final da era imperial que mencionam pelo menos vinte e duas esculturas chamadas equi magni, ou seja, maiores que o tamanho natural, exatamente como o monumento de Marco Aurélio. No entanto, esta escultura se destaca por sua integridade. É por isso que logo adquiriu um forte significado simbólico para todos aqueles que aspiravam a se tornar herdeiros legítimos do Império Romano.
Não está claro onde a estátua estava originalmente. Como foi erguida para uma dedicação pública, provavelmente foi exibida no Fórum Romano ou na praça com o templo dinástico que cercava a Coluna Antonina.
Estatua equestre original de Marco Aurélio
Em janeiro de 1538, por desejo do Papa Paulo III da família Farnese, a estátua foi transferida para o Capitólio, sede das autoridades da cidade desde o século XII. Um ano após sua chegada, o Senado Romano confiou a Michelangelo a tarefa de reorganizar a cena da estátua de Marco Aurélio.
O grande mestre florentino não se limitou a desenvolver um desenho simples para uma colocação adequada do monumento, mas transformou a estátua no foco visual de um cenário arquitetônico tão maravilhoso como a Piazza del Campidoglio.
Nesta sala você também encontrará o belo grupo escultórico conhecido como Leão atacando um cavalo. Na Idade Média, essa estátua alcançou grande significado simbólico, pois a ferocidade do leão representava as características do domínio, poder e grandeza de Roma.
Leão atacando um cavalo
Templo de Júpiter Capitolino
Este templo de dimensões excepcionais, dedicado à tríade do Capitólio; Júpiter, Juno e Minerva, foi erguido no topo do Capitólio no final do século VI a.C.
No final do período antigo, o templo foi sistematicamente saqueado e usado como pedreira. Hoje, este templo surpreende pelo seu tamanho extraordinário, que, felizmente, ainda pode ser reconstruído.
O edifício manteve ao longo dos anos as suas principais características arquitectónicas: a sua planta quadrada era ocupada em cerca de metade do seu comprimento por uma fila tripla de seis colunas e, na outra metade, por três celas dedicadas à tríade do Capitólio.
Restos do Templo Capitolino de Júpiter
O templo de Júpiter tinha uma ligação especial com as guerras de conquista, tanto com as cerimônias que as precederam quanto com os tributos triunfais do Senado aos generais vitoriosos. Essa é a razão pela qual o templo logo se tornou o símbolo da cidade de Roma e uma réplica foi construída em todas as novas cidades romanas que foram fundadas.
Hoje, só podemos encontrar parte da parede externa ainda em pé. No entanto, olhando para a réplica reconstruída na exposição do museu, da para ter uma ideia do incrível tamanho e beleza desta construção colossal.
Reconstrução do Templo Capitolino de Júpiter
Sala das Águias
Esta sala recebe o nome da escultura de duas águias romanas colocadas em duas das colunas.
Os frisos pintados nas paredes representam grotescos preciosos com vistas de Roma e seus monumentos antigos, bem como uma vista da Praça do Capitólio no século XVI.
Contra uma das paredes está a Diana de Éfeso, uma cópia de um original do século II a.C. Representa Artemis (também conhecida como Diana na mitologia romana) em Éfeso, uma escultura de mármore incrustada com bronze enriquecido com símbolos de fertilidade, como flores e abelhas.
Estátua de Artemisa de Éfeso
Sala dos Gansos
O nome vem das duas estátuas em bronze de um ganso do século XVIII. Esta sala abriga o famoso Busto de Medusa, esculpido pelo mestre italiano Lorenzo Bernini.
De acordo com o mito, Medusa tinha o poder de transformar em pedra qualquer pessoa que olhasse diretamente em seus olhos. Este belo retrato de Bernini representa o mais mortal dos Gorgonas na época de sua metamorfose, quando segundo a lenda, ela se olhou em um espelho imaginário e ao ver seu próprio reflexo, ela se transformou em pedra.
Nesta verdadeira obra-prima do século XVII, Bernini conseguiu retratar o olhar aterrorizado de Medusa enquanto ela se transformava, neste caso, em mármore em vez de pedra.
Medusa de Bernini
Sala da loba
A loba capitolina é uma obra-prima de bronze que data do início do século V a.C. Esta obra foi entregue ao povo romano no século XV pelo Papa Sisto IV. Assim que chegou ao Capitólio, a loba se tornou o símbolo de Roma, seguindo a lenda de que a cidade foi fundada pelos míticos gêmeos Rômulo e Remo, amamentados por uma loba.
Durante o mesmo período, os dois jovens foram adicionados em bronze antigo para tornar a obra mais fiel ao mito lendário. A loba foi inicialmente colocada na fachada do Palazzo dei Conservatori, e mais tarde foi movida para dentro do edifício.
Loba capitolina
Sala dos capitães
Esta sala hospedou o Conselho Secreto e o Tribunal dos Conservadores. O seu nome atual deve-se à presença de esculturas datadas do final do século XVI e primeiras décadas do século XVII em homenagem a ilustres generais que se destacaram nas ações militares.
As asculturas armadas antigas foram reutilizadas para fazer essas estátuas honorárias e escultores contemporâneos foram encarregados de preencher as partes que faltavam.
Os afrescos decorados na sala, pintados por Tommasi Laureti, usam cores vivas e colocam grande ênfase nas proezas militares e virtudes civis do primeiro período da república, retratando o Justicia de Bruto, Mucio Scévola e Porsenna, Horacio Cocles na ponte Sublicio e a batalha do Lago Regilo.
Sala dos capitães
Sala de Aníbal
Esta sala é dedicada à narração de episódios das guerras de Roma contra seu rival Cartago. O nome deriva da imagem de Aníbal na parede central. Esta sala é a única que chegou até nós sem grandes mudanças e intervenções posteriores.
Os afrescos nas paredes representam o testemunho mais completo do primeiro ciclo decorativo do Palazzo. Os pilares enquadram as cenas históricas com os chamados lustres grotescos (uma espécie de decoração que reproduz lustres), enquanto na base existe um friso com bustos de generais romanos.
Sala de Aníbal
Sala das tapeçarias
Esta sala foi ricamente decorada na segunda metade do século XVIII, quando os conservadores decidiram instalar um toldo sobre o trono do Papa, governante da cidade.
As paredes eram adornadas com belas tapeçarias retratando episódios da história romana. As tapeçarias representam cenas baseadas em obras preservadas nos Museus Capitolinos, como a pintura de Rômulo e Remo de Rubens, ou a escultura da Deusa Roma, conhecida como Cesi Roma.
No friso com afrescos, do século XVI, encontram-se reproduções de famosas estátuas antigas, como o Laconte e o Apolo Belvedere.
Sala das tapeçarias
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